segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Psicologia Geral

UNIDADE I


1. ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA PSICOLOGIA

1.1. Conceito geral

No sentido mais lato, a palavra Psicologia designa actualmente o estudo de comportamento dos homens e animais ou, numa perceptiva diferente, o estudo das sensações, percepções, emoções, pensamento e acções do homem.

1.1.2 - Psicologia Filosófica

Na mitologia grega, Psyche é a personificação da alma humana numa jovem extremamente bela. Em Homero, as almas dos mortos aparecem no Hades (mundo dos mortos) tal e qual como tinham habitado o mundo dos vivos, sob a influência do Orfismo a alma é concebida substancialmente diferente ao corpo. Apuleio, autor latino do século II, Eros/Cupido (o Amor) apaixona-se por Psyche. Neste mito, Psyche era proibida de ser amada. Mas Eros não resiste e apaixona-se. Pela sua desobediência, Eros quase morre, não fora pela intervenção de Cupido que consegue que Júpiter tenha pena dos jovens apaixonados e consinta no seu casamento. A partir de então, Psyche torna-se imortal e vive no céu com Cupido[1].

1.1.3 - Significado etimológico da Psicologia

Etimologicamente, a palavra Psicologia deriva do grego psyche (alma) e logos (palavra, razão, discurso acerca de).

1.1.4. Raízes filosóficas da psicologia científica

- A Psicologia nascente tem como objecto a vida anímica, a vida da alma, o que, por sua vez, supõe reconhecer que no homem há também um corpo distinto da alma.

- Esta vida anímica fundamenta-se em elementos sensoriais, em elementos relacionados com a percepção sensorial, de cujas variadas combinações ou associações sugere a nossa vida anímica.

1.1.5. O problema alma –corpo

Em 1950, G. Murphy sugeriu que a teoria do dualismo alma-corpo se baseia nos sonhos que ocasionalmente o homem tem sobre si mesmo e nos quais se vê a ir de um lado para o outro, enquanto o seu corpo jaz imóvel e em descanso. Além disso, nos sonhos podem-se ver também os mortos como se estivessem vivos. Isto significa que:

Desta dupla verificação, os homens primitivos, teriam concluído que em nós há outra força independente do corpo e ao mesmo tempo incorpora, que seria responsável por aquela actividade. Alma, espírito ou mente seriam tantos termos para designar essa força incorpora.

Este dualismo passaria depois para a filosofia ocidental. Descarte, séc. XVII como o ponto de partida da corrente que o levaria deste dualismo. Qual é a relação existente entre a alma e o corpo? A história do pensamento filosófico foi dando várias respostas a esta questão. Indicamos as seguintes:

Interaccionismo: o corpo e a alma actuam separadamente, mas ao mesmo tempo a actividade de uma influência na do outro (Descarte sustenta que esta interacção tinha lugar através da glândula pineal).

Paralelismo psicofísico: a actividade é também separada, mas já não se dá a interacção mútua; não obstante, ambas as actividades estão correlacionadas.

Monismo materialista: a única realidade verdadeira é a do corpo e a actividade espiritual é um fenómeno aparente.

Monismo espiritualista: a única realidade verdadeira é a da alma, a actividade do corpo é um fenómeno aparente.

Assim os primeiros psicólogos encontraram má saída para a dualidade corpo-alma, mas hoje o problema não é tratado assim, porém não se deve esquecer que os primeiros psicólogos se consideram cientistas e eram-no de facto, embora nunca se possa resolver através da ciência e como método cientifico o problema alma-corpo. Não é um problema solúvel, porque a alma ou mente, sendo por definição imaterial, escapam à observação directa condição para a ciência experimental exigida pelos seus objectos.

1.5.1. O associacionismo inglês (XVII – XIX)

O associacionismo, doutrina filosófica dominante na Inglaterra, representada por D. Hartley, Th. Brown, James Mill, Stauart e A. Bain.

A corrente associacionista consiste em explicar o todo pelos seus elementos. O complexo pelo simples. E este modo de ver as ciosas sempre atraiu a inteligência humana, com intuito de analisar o mundo da nossa mente, as nossas ideais, o nosso conhecimento, a nossa consciência intelectual.

- Os elementos básicos da nossa mente são as sensações e as percepções sensoriais. Tendo em conta que isto significa, segundo os associacionistas, que para eles vale plenamente o famoso axioma: «Não há nada na inteligência que antes não tenha estado nos sentidos» É verdade que os associacionistas, além de «sensações», falam também em «idéias», mas isso não nos deve enganar: por exemplo, a «idéia» de cão não é qualitativamente distinta da sensação visão, cão que talvez você tenha diante dos olhos. Assim, James Mill afirma que as idéias não são, mas mais do que «cópias» das sensações.

Com a diferença de que na sensação do objecto sentido está diante de nós e na idéia não. «Quando, depois de ver o Sol», escreve J. Mill, «fecho os olhos, ainda sinto que isso é a consequência da visão; e embora não possa distinguir o meu pensar do meu ver, este pensar é o mais parecido com a própria visão. A isso chamo cópia ou idéias.»

- A partir destes elementos simples, sensações e idéias como cópia, os associacionistas pretendem explicar todas as complexidades da nossa vida mental por simples associações mecânica dos mesmos.

Quando, as percepções A, B, C se associam umas com as outras várias vezes, obtêm tal força sobre suas idéias a, b, c, que quando se tem apenas uma dessas percepções ou sensações, A, por exemplo, esta é capaz de provocar na mente as idéias correspondentes ás outras (b, c).» Assim escrevia Hartley e o próprio J. Mill acrescentaria: «tijolo» é uma mistura complexa; estas idéias de quantidade e posição compõem a minha idéia “tábua” é outras; a minha idéia de «viga» é outra a minha idéia de «prego» é outra. Estas idéias, juntamente com as idéias de quantidade e posição, compõem a minha idéia de «soalho».

As leis do associacionismo, que segundo os associacionistas, regem todos os nossos processos mentais, qualquer que seja a sua complexidade:

- Lei da contigüidade: dois processos psíquicos que se dão simultânea ou sucessivamente associam-se entre si.

- Lei da frequência: as associações que se fazem mais frequentemente são as mais duradouras e estáveis.

- Lei da proximidade temporal: as associações que se fizeram mais recentemente são duradouras e estáveis.

O funcionalismo

John Dewey (1858-1952) é considerado como o fundador do funcionalismo. O seu histórico e famoso artigo (o conceito de arco reflexo em Psicologia [2]). Trata-se de um artigo polémico, onde Dewey critica o elementarismo e o atomismo que imperavam na Psicologia da época em relação aos princípios de Wundt e Ticthener.

O funcionalismo nasce da teoria da evolução: se o animal humano adquire, no decurso da sua evolução, uma consciência, não há dúvida de que esta provoca uma vantagem adaptativa; convém determinar e analisar estas funções adaptativas da consciência.

O objectivo desta psicologia é, portanto, a consciência, considerada como resposta dada por um ser vivo a um problema apresentado pelo seu meio ambiente. A actividade mental, que abordado pela introspecção experimental, é analisada quanto à aquisição memorizada, organização e avaliação das experiências que o organismo faz do seu meio.

Esta perspectiva prática à psicologia visa estudar as actividades mentais na sua relação com as circunstancias que as envolvem e sobre as quais é possível agir. Neste aspecto este movimento influenciou o behaviorismo, mas criticou num ponto fundamental: a consciência deveria ser deixada de ser objecto da psicologia.

Resumindo, o funcionalismo é antes de mais uma psicologia que parte da perspectiva do ajuste ou adaptação do organismo ao seu meio ambiente. A consciência surge evolutivamente ao serviço de um propósito biológico, em concreto para resolver os problemas que o organismo enfrenta com os seus hábitos. Tudo isso vale para a inteligência, para as sensações, volições, emoções etc.

O funcionalismo defende uma atitude aberta para com a Psicologia aplicada; a Psicologia educativa ou pedagógica, a industrial, a clínica, a higiene mental. Porém, o início do abandono da consciência, da introspecção, das realidades condutuais não materiais.

Surgimento tardio da Psicologia Cientifica

São duas ou mais razões principais aduzidas para explicar este aparecimento tardio da Psicologia.

- O carácter espiritual, sagrado e transcendente que as instituições humanas atribuíam e atribuem ao ser humano. Aceitando embora que o corpo humano é uma realidade material, a verdade é que todas as tendências que colocavam o psiquismo do homem numa lama espiritual sagrada e afastada da matéria impediram o aparecimento da Psicologia como ciência experimental.

A ciência, por definição exige um controlo, uma verificação e uma observação experimental dos seus dados e das suas descobertas, das suas afirmações e teorias, coisas básicas e fundamentalmente, tem lugar no laboratório, controlo que é próprio das coisas materiais por outro lado esses métodos experimentais tendem a ser considerado como indignos de algo tão sagrado como a alma.

- A complexidade do ser humano e do seu comportamento, essa complexidade reconhecida pelos próprios psicólogos, exigiu que os métodos científicos e os instrumentos de observação alcançassem uma perfeição antes de serem aplicados ao homem.

Ver antecedentes histórico da Psicologia

3 . Psicologia Ciência jovem

A Psicologia é uma ciência jovem. Por isso a sua história remonta apenas a ultima terça parte do século XIX. Não obstante isso se fixa habitualmente à data de nascimento da Psicologia cientifica no ano de 1879, data em que Wilhelm Wundt estabeleceu em Lípsia o primeiro laboratório de Psicologia experimental.

2.1. Métodos e técnicas em Psicologia

- Método experimental, método observação, método comparativo, método estatístico método clínico etc.

1. O método experimental: é fundamental na Psicologia e recorre-se a este método, sempre que a objectividade e a verificação rigorosa dos resultados em causa. Certas áreas da Psicologia não dispensam o recurso a este método como; a Psicofisiologia.

Características do método experimental

- Objectividade – o experimentador submete-se aos factos e tenta pôr de lado quaisquer aspectos de ordem pessoal, tais como preferência ou gostos. Recorde-se que as preferências funcionam como motor de pesquisas.

- Sistematicidade – o método mantém-se inalterável seja qual for o objecto de cada pesquisa experimental e o trabalho de pesquisa é guiada projectos precisos que o orientam para o estudo de objectos específicos.

- Repetição – ao usar o método experimental, o experimentador deverá estar consciente da possibilidade de repetir uma mesma experiência e de chegar às mesmas conclusões. Só assim poderá efectuar previsões.

- Controlo – ao prever comportamentos, o psicólogo estará apto a controla-los. O controlo, como já se viu, deve ser experimental, assegurando por verificação empírica. Mencionar também, que o método experimental tem as suas fases: Observação, formulação de hipóteses, experimentação e elaboração dos resultados.

2 . Método observação

Distinguem-se a observação ocasional e a observação sistemática.

- observação ocasional: não obedece a nenhuma regra. É uma observação que qualquer psicólogo pode realizar na sua vida quotidiana, sobre ele mesmo ou sobre os que o rodeiam.

- observação sistemática: intervém num processo determinado que reduz o campo de estudo. Esta observação diz-se naturalista estuda o comportamento dos indivíduos nas suas circunstâncias da vida quotidiana. Também pudemos chamar clínica. neste caso as condições ambientas são fixadas pelo investigador.

Observação cientifica: consiste na orientação do pensamento e dos sentidos para o fenómeno observável com vista a descobrir as qualidades e características. É, resumindo, a procura da resposta para uma questão.

Para realizar uma observação cientifica dever-se-á:

- Descrever o fenómeno

- Verificar todas as características que ajudem a compreendê-lo

- Verificar as circunstâncias a que deve a sua existência

- Verificar os resultados que poderá produzir.

A observação pode ser participante e não participante consoante o observador se integre ou não no grupo que pretende observar.

Para além da já assinalada observação oculta (participante), são também formas de observação o inquérito, que é uma maneira de obter dados por meio de entrevista e de questionário.

2. DESENVOLVIMENTO DO PSÍQUICO E DA CONSCIÊNCIA HUMANA

2.1. O homem como unidade bio-psico-sócio e cultural

2.1.1. Bases anatómicas fisiológicas da conduta

A interdependência funcional psíquica orgânica social consiste na Ciências Sociais e Humana, de seu ponto de incidência no caso do ser humano individual. O ser humano é hoje concebido como uma totalidade de determinações psíquicas, biológicas e sociais e não uma simples abstracção do todo social.

O homem age como um sistema, no domínio psicológico, psíquico ou social. A saúde ou a doença, o bem-estar ou mal-estar físico não depende de simples condições orgânicas, o psíquico e o social podem interferir no domínio fisiológico. Do mesmo modo, a predisposição mental a capacidade de atenção, as emoções presentes não são questões de simples foro psíquico, mas fenómenos interdependentes do corpo e do meio ambiente exterior, físico ou social.

O comportamento resulta de um jogo de interdependência entre a situação e a personalidade, sendo esta, o sistema complexo no qual se integram as diferentes componentes orgânicas, psíquicas, sociais de cada ser. Deste modo, o comportamento não pode ser simplesmente contracções musculares ou secreções glandulares, como defendiam os primeiros behavioristas.

  • A estrutura de uma conduta simples, como o de atender uma chamada telefónica, concorrem factores de diversa índole e se integram níveis diferentes de acção. Toca o telefone. Ouvir o toque do telefone, erguer e deslocar o corpo, mover os braços e as mãos, agarrar e levantar os auscultadores, articular os sons, são comportamentos fisiológicos do meu comportamento onde intervêm músculos, esqueleto, órgãos sensoriais, sistema nervoso. Por outro lado, pergunto-me quando o telefone toca, quem será, decido em atender ou não, e resolvo em atender porque pode ser alguém amiga: porém organizar palavras e frases e interpretar sentimentos em relação a conversa; ficar satisfeito ou aborrecido; a entoação; diferença no atendimento – são componentes essencialmente psicológicas e sócio-culturais. Por ventura se estivessimos paralisados ou afónicos não poderíamos atender o telefone. Se estives a ouvir mal, teríamos de pedir ao interlocutor que falasse mais alto ou arriscaríamos a compreender mal a mensagem.

2.1.2. Instrumentos biológicos de resposta ao meio

Os organismos vivos são sistemas abertos que estabelecem troca com o meio. Do meio recebem a matéria e a energia necessária manutenção da sua estrutura e funcionamento interno. Do meio recebem também informação sensorial significativa. Por sua vez o organismo auto-regula-se, fazendo circular a informação e distribuindo a energia entre os vários órgãos do sistema, de forma a regular o funcionamento e mobilizar recursos necessários a resposta ou actuação sobre o meio ambiente.

As variações do meio activam o organismo e provocam uma resposta chamada estímulo, à actuação do organismo em resposta aos estímulos do meio chamamos de comportamento.

Qualquer comportamento implica três funções e a mobilização de três conjuntos definidos de estruturas corporais com elas relacionadas: mecanismos de recepção – órgãos receptores, mecanismos de conexão – as células nervosas e mecanismos de reacção – organismos ejectores ( músculos e glândulas).

Reflexo sensório motor ( Reflexo)

O reflexo é um comportamento simples e automático. Se por acaso, nos picarmos no dedo, o pé afasta-se bruscamente do objecto causador da dor. O estímulo, actuante na pele activou os minúsculos mecanismos sensoriais ligados a sensação e dor – são os órgãos receptores. As modificações produzidas nos receptores provocam a activação das fibras nervosas adjacentes – neurónios aferentes – que produzem o influxo nervosa à medula espinal e passa pelas fibras motoras ou neurónios eferentes, até a mecanismos de reacção. Neste caso os músculos dos pés que contraindo-se, respondem afastando o pé do estimulo da dor.

Os órgãos receptores são constituídos por células especializadas que transformam a energia física ou química dos estímulos em energia electroquímica. Regulam a luz, ao som, ao calor, à pressão, ao contacto, ao movimento muscular e a outros estímulos dentro ou fora do organismo, dando origem às diversas sensações. Tem, pois, uma função de recepção e codificação da informação relativa ao meio externo ou interno. Segundo Adelino Cardoso et all 1993.

Classificação dos órgãos receptores segundo Sherrington:

  • Exteroceptivos: os órgãos de vista, ouvido, térmico, álgico externo, do tacto, paladar e olfacto.
  • Interoceptivos: cinestésicos, álgico interno, etc.
  • Proprioceptivos: quinestésicos, do equilíbrio e da orientação

Segundo Adelino Cardoso et all 1993.

Ver mecanismos de conexão.

FUNDAMENTOS BIOLÓGICOS DA CONDUTA (Instrumentos biológicos de resposta ao meio).

Hereditariedade e comportamento: mecanismos básicos

Tecnicamente, cada vida humana começa na concepção, quando um dentre centenas de milhões de células espermáticas do pai penetra em um dos óvulos da mãe. A união entre um óvulo e um espermatozóide produz uma única célula-ovo, denominada zigoto. O óvulo e o espermatozóide são formados por células reprodutivas, denominadas células germinativas primordiais.

A informação genética em estrutura filoformes[3] chamadas cromossomos. Os cromossomos estão no núcleo da célula, uma região destinada e localizada no centro. As células humanas possuem 23 pares de cromossomos (em um total de 46). Óvulo e espermatozóide recebem, cada um, apenas um membro de cada par das células germinativas. Consequentemente, quando se unem os zigotos passam a ter um conjunto completo de 23 pares. Cada par tem formato e tamanho diferentes, conforme mostra a figura.

Os primeiros 22º pares de cromossomos contem membros que se combinam. O 23º par, cujos membros nem sempre se combinam, determinam o sexo da pessoa. As mulheres possuem dois grandes cromossomos X. Os homens têm um cromossomo X e um Y, é ele quem determina o sexo do bebê.

Genes e Proteínas.

Cada cromossomo conte 50.000 unidades chamadas de gene espalhado ao longo deles em segmentos interrompidos.Gene é considerado a unidade básica da hereditariedade e é composta por uma substância química, o ácido desoxirribonucléico (DNA), os genes são codificados para controlar a produção de substâncias químicas chamadas proteínas.

- As proteínas determinam a maneira pelo qual cada animal desenvolve;

- As proteínas estruturais formam a estrutura física da célula do sangue, músculo, ossos e nervos;

- As enzimas um segundo tipo de proteínas, controla as reações físicas e químicas dentro do organismo, capam e armazenam energia, quebram o alimento e controlam o processo de desenvolvimento.(os organismos não herdam padrões completos de comportamento, mas sim são dotados de estruturas corporais e controle físico-químico que tornam mais ou menos provável uma gama de respostas ao ambiente).

Gene e desenvolvimento

No inicio as células de um organismo são superficialmente idênticas, mais algumas células humanas vão se desenvolvendo para formar o cérebro, outra a medula espinal, outra o coração etc. em apenas oito semanas após da concepção cerca de 95% da estrutura e órgãos humanos estão concluídos embora com menos de três centímetros de comprimento. Ver Gene e evolução; diversidade genética humana.

Os ácidos nucléicos são moléculas complexas produzidas pelas células, essenciais a todos os organismos vivos. Estas moléculas governam o desenvolvimento do corpo e suas características específicas, fornecendo a informação hereditária e dirigindo a síntese de proteínas. Este modelo gerado por computador mostra duas cadeias de ácido desoxirribonucléico (ADN) e sua estrutura em dupla hélice.

O papel da hereditariedade e do meio na conduta dos animais

A diferença entre o homem e animal, nota-se na atitude deste ser humano. O homem, ao longo dos tempos, tem evoluido no sentido de uma maior produção do saber e uma maior eficácia no domínio do fazer. A história da humanidade tem revelado um progresso dialéctica, onde homem e natureza se condicionam na tentativa de uma adaptação que se pretende que seja mais eficaz e onde o homem se pretende impor pelo domínio da técnica do conhecimento.

Hereditariedade e o meio ambiente. Desenvolvimento da criança

Hereditariedade é a estimativa da contribuição da hereditariedade para as diferenças individuais num traço especifico, num determinado momento dentro de uma determinada população.

A hereditariedade, não se refere à influência relativa da hereditariedade e do ambiente num determinado indivíduo, ela não nos diz como os traços se desenvolvem, apenas indica em que medida os genes[4] contribui para um traço.

Hereditariedade e o meio ambiente

Hoje vê-se a relação entre os factores genéticos e o ambiente como fundamentalmente entrelaçadas. Vamos ver os vários modos através dos quais a hereditariedade e o meio actuam em conjunto.

· Amplitude da relação é a amplitude de potencias expressões de um traço hereditário sob diferentes condições ambientais. O tamanho do corpo, por exemplo depende em larga medida, de processos biológicos, os quais são regulados geneticamente. Ainda assim, é possível dependendo das oportunidades e constrangimentos ambientais e do próprio comportamento da pessoa.

Em sociedades em que a nutrição melhorou, uma geração inteira cresce bastante em altura em relação a anterior. As crianças com melhor nutrição partilham os genes dos seus pais, mas respondem a um mundo mais saudável. A hereditariedade pode influenciar uma amplitude de reacção é ampla ou estrita.

· Correlação genótipo-ambiente correm certas influências genéticas e ambientas tendem a actuar na mesma direcção. Que actuam em três formas.

Tipos de correlação genético-ambiente

1. Correlação passiva – frequentemente os pais transmitem os genes que predispõem uma criança para um traço, também proporcionam um ambiente que encorajam o desenvolvimento do traço. Ex: um músico pode proporcionar um filho à ser músico.

2. Correlação reactiva ou evocativa – crianças com diferentes constituições genéticas evocam diferentes respostas por parte dos adultos. Os pais podem fazer um esforço para fortalecer experiências musical a uma criança que demonstra interesse a capacidade para a música. Por sua vez, esta resposta fortalece a inclinação genética da criança para música.

3. Correlação activa – a medida que a criança cresce e tem a liberdade para escolher as suas próprias actividades e ambientes, selecciona activamente experiências consistentes com a sua tendência genética.

4. Condições da família – tratamento das famílias, doenças, acidentes e as experiências fora do casal; e efeitos não partilhados ( irmãos diferentes).

Características influenciadas pela hereditariedade e pelo meio

Traços físicos e fisiológicos – obesidade, peso excessivo para a idade, sexo, altura e tipo de corpo, por vezes definido como possuindo um índice de massa, inteligência, a hereditariedade parece exercer forte influencia na inteligência geral e na capacidade especifica ( Mc clen et al, 1997) mas a experiência também conta, personalidade, aspectos específicos da personalidade parecem ser herdados ( extroversão, neuróticos); temperamento etc. Perturbações da personalidade exemplo autismo ( grupo de perturbações globais).

Daí que o homem, fenómeno social comparado com outros animais, não possui mecanismos e equipamentos suficientes para sobreviver e agir de acordo com o seu potencial hereditário, ele possui a capacidade e as aptidões, quando vive entre os outros homens, de criar condições e técnicas de ajustamento e adaptação ao meio.

A habilidade e a experiência do homem são uma conquista gradual que se inicia no momento do nascimento e se desenvolve através do processo da aprendizagem. A sociedade ensina a criança à experiência vivida e acumulada pelo grupo, acelerando o seu processo de aprendizagem e evitando um esforço pessoal que decorreria de experiências frustradas das iniciativas pessoais. É este processo de aprendizagem gradual da vivência em sociedade e da interiorização dos valores que se denomina socialização[5].

Psicofisiologia do Sistema Nervoso

Modelo Input-Output & Sistema nervoso central

O plano geral do sistema nervoso humano assemelha-se ao disgn de um sofisticado robô.

O robô precisa de sensórios, mecanismos para extrair informações do mundo externo e do mundo interno. Os sensores lidam com o que chamamos de input. Ao mesmo tempo, o robô requer efectores, partes móveis que o capacitem a se movimentar e fazer mudanças internas e externas. A este aspecto chamamos de output.

Sensores e efectores

Os sensores humanos estão em células denominadas receptores. Os receptores respondem a som, luz, calor, toque, movimentos musculares e outros estímulos dentro e fora do corpo. Tipicamente o organismo está alerta a mudanças, contrastes e movimentos, uma vez que nos avisam de eventos que possam requerer ajustes.

Como as pessoas, precisam de meios para responder, células isoladas, grupos de células e partes de células, especializadas em responder são denominadas efectores. Os efectores encontram-se em músculos, articulações, glândulas e órgãos que capacitam-nos a agir.

Sistema Nervoso

De todas as estruturas que herdamos, aquela que está estritamente associada com a nossa identidade é o sistema nervoso, porque é ele que regula os 50 trilhões de células que se estima existir no corpo humano. Como membro da espécie Homo sapiens, todos nós recebemos um sistema nervoso, embora cada um seja dotado de um conjunto próprio de idiossincrecias.

Nesta secção, focalizaremos primeiro os planos gerais do sistema nervoso humano, verão como o cérebro dinâmico modifica-se com a experiência e a idade. Para entender as funções do sistema nervoso no comportamento e na cognição, você precisa conhecer alguns elementos básicos da anatomia (estrutura) e da fisiologia (função). Todavia enfatizaremos a relação entre o sistema físico e o organismo em acção.

Sistema Coordenador e Condutor

Dois sistemas coordenadores e condutores, separados mas interagindo-interligam os sensores e os efectores humanos.

Sistema circulatório. Além de transportar nutrientes e oxigênio, conduz sinais químicos, denominados hormônios. Basta saber que os hormônios têm influencias nos processos comportamentais lentos e prolongados e desempenham um papel importante na maturação sexual.

Sistema nervoso. É outro sistema coordenador e condutor. Quando a questão é velocidade e quando h’a necessidades de acções isoladas, o S.N desempenha um papel predominante na condução e conclusão.

Sistema nervoso central. É composto de cérebro e a medula espinal. Ao realizar as tarefas para as quais foi projectado. (reconhecimento de padrões, raciocínio, abstração, uso da língua).

Cérebro - é o principal órgão de processamento de informação e tomada de decisões do corpo. Ao receber dos receptores, avalia os dados e faz os planos que guiam nossas acções.

- Além de governar o que escolhemos fazer, o cérebro gerencia muitas acções dos quais temos pouquíssima consciência ou controle.

- Integra funções vitais como circulação e respiração, supervisiona o atendimento das necessidades do corpo incluindo alimentação, sono e suprimento de energia.

Medula espinal - desempenha uma série de funções. Atuando como intermediaria, envia informações ao cérebro e recebe mensagens do cérebro. Além disso, integra e coordena dados sensoriais – sob pressão, toque, temperatura e dor – enviando ao cérebro. A medula ajuda também a proteger o corpo contra ferimentos, servindo intermediária de muitos reflexos. Reflexo (como tirar a mão de um forno quente) é uma reposta intermediaria e involuntária a um estimulo em geral potencialmente perigoso. A medula espinhal está também envolvida em movimentos voluntários.

Sistema nervoso periférico - pelo facto de os receptores e os efectores estarem geralmente localizados muito longe do SNC, os seres humanos possui um sistema de comunicação, o sistema nervoso periférico, o qual inclui uma rede de cabos condutores de informação, ou nervos, que conectam os vários componentes. O sistema periférico contém todas as estruturas do sistema nervoso que estão ao redor ou fora do cérebro e da medula espinhal. (“periférico” significa “ao redor”.) o sistema periférico é dividido em duas partes principais: sistema somático e sistema nervoso autônomo.

Sistema nervoso somático - é composto principalmente pelos nervos que conectam o SNC aos receptores, no lado do input, e aos músculos e articulações do esqueleto, no lado do output. O sistema nervoso somático capacita o ser humano a realiza ações voluntárias, a se movimentar e a se comportar segundo a sua escolha.

Sistema nervoso autônomo[6] - (SNA) conte nervos que transportam mensagens entre o SNC e os chamados músculos involuntários. Os músculos involuntários incluem aqueles que controlam as glândulas e os órgãos internos. O SNA funciona autonomamente, ou sozinho, para manter nosso corpo na adequada ordem de funcionamento e para regular o suprimento de combustível para que possamos agir de acordo com as nossas necessidades. Se você precisa atravessar rapidamente uma rua movimentada, por exemplo, o SNA acelera o coração e envia o sangue para os músculos a fim de fornecer mais oxigênio e, consequentemente, mais energia. Não um esforço consciente da nossa parte. Embora o consideremos autônomo, ele é influenciado pelo SNC, o sistema endócrino e os eventos ambientais.

O SNA é ainda subdividido em dois componentes: simpático e parassimpático. Embora ambos estejam permanentemente ativos, em geral um deles predomina. A divisão simpática mobiliza recursos internos para ação vigorosa sob circunstancias especiais, particularmente durante uma crise. A divisão parassimpático assume o comando das funções constantes, como circulação, digestão e respiração.

Teoria da Gestalt (Gestaltismo)

Teoria formulada por Max Wertheimer (1880-1943), Wolfgang Kober (1887-1967) e Kurt Kofka (1886-1941) que se baseia na noção de “gestalt” forma ou estrutura, entendida como um todo significativo. Surge na mesma época do behaviorismo e como reacção à concepção associacionista de W. Wundt, que defendia que a consciência se estrutura e decompõe em elementos mais simples – as sensações, as quais, por associação formam a percepção.

O gestaltismo defendia a idéia de que os fenómenos são percepcionados na sua totalidade, sem dissociar os elementos de contexto em que se situam e que lhe atribui significado.

O ponto de partida desta teoria é a afirmação do todo sobre as partes que o constituem: o todo não se reduz a uma simples soma das partes, trata-se de abarcar os fenómenos na sua complexidade, evitando reduzir o complexo ao simples, o superior ao inferior.

Esta complexidade do fenómeno psíquico na sus especificidade leva os psicólogos da gestalt a centrarem a sua atenção nos fenómenos da inteligência, nomeadamente no estudo da percepção, solução de problemas e pensamento. Assim, as significações ocupam um lugar privilegiado ao nível da forma, ou seja, o que uma situação representa para um sujeito.

A gestalt substitui, portanto um modelo mecânico de explicação por um modelo dinâmico, relacional e na psicologia contemporânea é sensível ao nível da psicologia cognitiva, na qual os trabalhos de Edward Tolman (188-1959) e que abarca no seu estudo, não apenas estímulo e resposta, mas também a intenção do sujeito e o seu modo de organização cognitiva do ambiente.

Ainda em oposição ao associacionismo, os gestaltistas consideraram que a organização dos elementos obedece a determinados princípios que são inatos: tendência à estruturação (tendência natural a organizar os elementos em função de aproximação ou semelhança); segregação figura-fundo (percepção de figuras distintas sobre fundos indefinidos); pregnância ou boa forma (percepção preferencial de formas simples ou regulares).

Outra idéia importante, no âmbito desta teoria é o do isomorfismo psicofisiológico, isto é a identidade entre os processos fisiológicos e os perceptivos. As leis que regem a organização perceptível aplicam-se aos processos neurofisiológicos.

Formulada inicialmente como teoria da percepção, opôs-se a explicação mecanicista do behaviorismo (defendendo que a actividade humana não é mera associação de respostas e estimulo, mas é um todo complexo). Estende-se, depois a outros domínios, a aprendizagem e a inteligência.

Teoria behaviorista

No início da década 1900, versões das ideais de William James e Wilhelm Wundt dominaram a psicologia americana e foi definida como a “ciência da consciência” John Broadus Watson (1878 – 1958) opôs-se a esta visão com fundamentos filosóficos. A introspecção alegou Watson ser um processo impossível, porque factos que dependem das impressões de cada pessoa não podem ser testados e reproduzidos, e eram de pouca valia.

Watson em 1912 resolveu transformar a psicologia em uma ciência respeitável e para atingir esse objectivo, ele insistia que os psicólogos precisavam usar métodos observáveis e estudar comportamentos observáveis. Em 1902 Watson começou a dar palestras e a escrever a fim de tornar públicas suas opiniões, nasce assim o movimento Behaviorista.

O behaviorismo, designado como uma corrente Americana, que propõe uma Psicologia concebida como ciência de comportamento, Watson, na sua formação intelectual deixa-se influenciar ao funcionalismo uma prática experimental nos domínios da psicologia animal.

No decurso dos seus estudos com animais, em particular dos dedicados ao estudo da aprendizagem dos ratos em labirintos, Watson, dava-se conta não imiscuía os problemas postos pela introspecção. Basta com considerar a relação que existe entre as respostas dadas pelo animal (movimentos musculares e secreções glandulares) e as variáveis da situação experimental.

Usando um aparelho de descriminação para verificar se os ratos descriminam entre dois tons de cinzento. Sempre que o rato se dirigia para um dos cinzentos é recompensado com alimento. Nunca é recompensado quando dirigi para o outro. Poderá dizer-se que o animal é capaz de discriminar os dois cinzentos, se ele escolhe sistematicamente aquele a que foi associado à recompensa alimentar. Dir-se-á que não é capaz, no caso contrário. Como se vê, a resolução experimental do problema não comporta qualquer referência aos estados de consciência nem envolve qualquer diligência introspectiva.

Princípios dos behavioristas

Os primeiros behavioristas aceitavam as seguintes idéias:

  1. Os psicólogos devem estudar os eventos ambientais (estimulo) e os comportamentos (respostas). Aprender pela experiência é a principal influência sobre o comportamento e um tópico central de investigação;

  1. A introspecção deve ser substituída por métodos objectivos (experimentação e observação);

  1. O comportamento de animais não-humanos deve ser investigado paralelamente ao comportamento humano porque os organismos simples são fácies de estudar e entender do que os complexos;

  1. Os psicólogos devem voltar-se para objectivos científicos: descrição, predição e controle. Devem também desempenhar tarefas práticas como aconselhamento de parentes, legisladores, educadores e homens de negócio.

Watson vê a aprendizagem como o resultado de um processo de condicionamento segundo a qual determinadas respostas são associadas a determinados estímulos e considera que todas as formas de comportamento podem ser aprendidas. O behaviorismo vem na senda de Pavlov (1849-1936).

Rejeito todo que não pudesse ser observado, medido com objectividade. Conceitos como mente, espírito, consciência, pessoalidade, interiorização. Ver Pavlov e psicanálise.

Teoria Cognitivista

Os psicólogos que seguiam Watson tratavam as pessoas como se fossem caixas pretas. Eles tentavam entender os humanos pela mediação de condições ambientais, ou estimulo, e pelas respostas dadas por eles.

Na década 1970, grande número de psicólogos rejeitou o modelo dos behavioristas, insistindo de que os psicólogos deviam entender o que ocorria dentro da caixa – preta.

particularmente as operações da mente. Esses novos psicólogos da mente são conhecidos como cognitivos, não rejeitaram o behaviorismo inteiramente. Incorporaram o principal princípio: faça perguntas e conduza pesquisas objectivas.

A abordagem cognitiva é provavelmente o modelo predominante na psicologia contemporânea, e os tópicos cognitivos ocupam lugar em muitas áreas.

Premissas dos psicólogos cognitivos

1. Os psicólogos devem se concentrar em processos, estruturais estruturas e funções mentais. É a mente que dá ao comportamento seu carácter distintivamente humano;

2. O psicólogo deve ter como objectivo conhecimento e aplicações práticas (se entendermos, mas da memória podemos melhorar o ensino);

3. A auto-observação, ou introspecção, e o auto relato são úteis. Todavia há uma tendência para método objectivo.

Esta corrente baseia-se no princípio de que os indivíduos reagem não directamente a estímulos, mas há representações (cognição) que elaboram da situação. Estas respostas são reguladas segundo os princípios da aprendizagem.

Cognição é todo e qualquer processo pelo qual o indivíduo recolhe informações do meio (interno ou externo) e elabora, armazena e comunica (PÁSCOA; 39 p).

Teoria Humanista

Abraham Maslow (1908-1970) foi uma personalidade líder do movimento humanista

A maioria dos psicólogos humanistas endossa a filosofia europeia chamada fenomenologia segundo a qual as pessoas vêem o mundo da sua própria e única perspectiva. Para obter o conhecimento válido sobre qualquer qualidade ou experiência humana é preciso focalizá-los tendo em conta como base diferentes quadros de referência, de forma que os diversos indivíduos a experiência.

1. Embora os psicólogos devem obter conhecimentos, sua maior preocupação deve ser no oferecimento dos seus serviços com intuito de melhorar a vida humana e ajudando as pessoas a entender a si próprio. Assumem que as pessoas são basicamente boas;

2. Os psicólogos devem estudar o ser humano vivo como um todo. Compartimentar pessoas por funções como percepção, aprendizagem e motivação não gera informações substanciais;

3. Problemas humanos significativos devem ser objecto de investigação. Dentre os interesses humanistas estão responsabilidade, objectivos da vida, compromisso, satisfação, criatividade, solidão e espontaneidade;

4. Psicólogos, psicanalistas, behavioristas, e cognitivistas buscam descobrir as leis gerais de funcionamento que se aplicam a todos. Os humanistas enfatizam o individual, o excepcional e o imprevisível;

5. Os métodos de estudo são secundários aos problemas estudados. Os humanistas usam o mais vasto instrumento de pesquisa.

Para os humanistas, aprender não se reduz à aquisição de mecanismos de estímulo –resposta. É um processo cognitivo, mas condenam como ela é habitualmente praticada (metas estabelecidas, e um dado acabado ao qual se espera ele se adapte e se conforme).

Os humanistas acreditam que se deixe o educando cresça e adquire experiências para descobrir o seu próprio caminho, na luz de um clima de liberdade, criatividade, colaboração espontaneidade e empatia.

Quadro comparativo das características das teorias

Teorias da aprendizagem

Bases psicológicas

Principais representantes

Principais psicólogos

Técnicas de ensino

Behavioristas

Estimulo resposta, condicionamento por reforço

Watson

Thorndike

Guthrie

Hull

skinner

Apresentação de estímulo,

Reforço das reações desejadas,

Conhecimento dos resultados,

Apresentação da matéria em seqüência curta,

Experiência.

Exercício de repetição,

Ensino individualizado de tipo programado,

Demonstração para imitação,

Memorização.

Cognitivas

Conhecimento intuitivo (insight),

Estrutura de Campo

Wertheimer

Kohler

Lewim

Piaget

Bruner

Ausebel

Motivação desenvolvimento de expectativas,

Condições de conhecimento intuitivo, compreensão relacionarão do novo com o adquirido, Sistematização transferência para situações novas idênticas.

Ensino pela descoberta, Ensino por descoberta guiada, Apresentação de objectivos, Introdução, Sumários, Questionários de revisão, Esquema.

Humanistas

Pessoalidade

Maslow

Buhler

C. Roger

Aprendizagem centrada no aluno, Auto-aprendizagem e Auto –avaliação, Aprendizagem dos sentimentos, dos conceitos, das habilidades, ajudar a (tornar-se pessoa), Atmosfera emocional positiva empática.

Debates,

Discussões, Ensino individualizado.

Painéis,

Simulações,

Resolução de papeis.

Hereditariedade em psicologia

Pode cada individuo ser o agente da sua própria realização ou existem uma predisposição e pré-determinações biológicas?

Em que medida é cada ser humano responsável pelos seus actos?

É o homem (o seu comportamento, motivação, atitudes, personalidade) o puro resultado do meio externo ou, inversamente, cabe à hereditariedade o principal papel?

Em que medida se pode ou não influenciar o patrimônio genético individual? Que papel atribuir à educação?

A resposta a estas questões não é isenta de implicações práticas, ideológicas, religiosas e políticas.

A aceitação da tese de que as desigualdades de inteligência dos indivíduos são consequências de hereditariedade, conduzirá a atitudes, e a princípios completamente diferentes se, pelo contrário, se aceitar os princípios de que a inteligência se adquire e desenvolve a partir da multiplicidade de condições a que o indivíduo esta sujeito, desde o momento da concepção.

Certas noções falsas de hereditariedade divulgada e inculcada numa população poderão conduzir a uma politica social, tal como aconteceu na Alemanha nazi.

Um conhecimento claro dos princípios básicos do mecanismo da hereditariedade permitirá compreender, justificar e resolver muitos dos problemas dos seres humanos nos diversos domínios da vida social, tais como a educação, a segurança social, etc.

Evolução e comportamento

Cada pessoa compartilha comportamentos com o restante da humanidade. Em outras palavras, as formas pelas quais as pessoas agem são típicas da espécie. Como podemos explicar as semelhanças humanas?

Charles Darwin e o conceito de evolução

Darwin (1809-1882) foi o primeiro cientista a bordar a questão de espécies animais e cuja comportam-se de fora própria da espécie e exclusiva. Ao contrario de (Keeton, 1972[7]). Darwin sugeriu que os membros de uma espécie deviam sua aparência e sua conduta a mudanças estruturais que foram gradualmente surgindo ao longo de muitas gerações.

Teoria de evolução

Para explicar como os animais evoluíram (na sua obra a origem das espécies 1859) Darwin introduziu a noção de selecção natural. A noção é muito simples, segundo ele, a mudança evolutiva ocorre quando modificações genéticas (nas estruturas físicas) melhoram a capacidade do indivíduo de sobreviver e reproduzir-se, sendo essas mudanças passadas adiante.

“Por exemplo”; colônia de 100 lagartos. Enquanto muitos membros da colônia sucumbiam aos predadores, um escapa dos inimigos, porque é dotado de coordenação e de força muscular para correr mais rápido. Este lagarto, particularmente bem equipado sobrevive até a maturação e procria dez filhos. Supúnhamos que cinco sejam similares e rápidos. Também esses têm taxa de mortalidade menor do que a normal. Os outros cinco tem uma alta taxa de mortalidade. Como a maioria dos lagartos, tendem a morrer antes de atingir a maturidade. Então após muitas gerações começaríamos a notar diferenças da população inteira. Haveria um número crescente de lagartos velozes.

CONDUTA MORAL

- Divisão e motivação do comportamento, sensação, percepção e imaginação sentimentos e emoções, pensamento e linguagem.

  • Divisão do comportamento ou Categorias da conduta de aprendizagem

A aprendizagem pode ser dividida em categorias (psicólogos) distinguem dois tipos de aprendizagem cognitiva perceptual e comportamental.

Aprendizagem comportamental entende-se como uma mudança comportamental relactivamente duradoura, ensejada pela experiência. Em função do que lhe ocorre, os aprendizes adquirem novas associações, informações, habilidades e afins.

Condicionamento respondente

Todos animais são munidos, por sua herança genética, de respostas automáticas, as quais chamamos de respondente.

Respondentes, são actos desencadeados por eventos que imediatamente os precedem. Os eventos desencadeadores são chamados de estímulos eliciadores. Quando um alimento pára na garganta, fae-se um esforço para vomitar, a luz faz as pupilas dos olhos contrair-se. O esforço para vomitar, a contração das pupilas são todos respondentes.

Os respondentes incluem os reflexos da musculação esquelética (estremecer, retrair a mão de forma a) reações emocionais imediatas (raiva, medo, alegria) e outras respostas controladas pelo SNA (enjôo, salivação).

O condicionamento respondente pode ser transferido de uma situação para outra, por um processo chamado condicionamento respondente ou condicionamento clássico. Ex: o estrondo de um trovão é facilmente transferido para a visão que em geral precede o trovão - o relâmpago.

Princípios e aplicações do condicionamento respondente

Por mais de 50 anos, os psicólogos têm estudado o condicionamento respondente em seus laboratórios. Comumente, eles selecionam estímulos incondicionados simples. Usam experiências como lufadas de ar, alimento e choques elétricos suaves na perna. Esses estímulos incondicionados evocam respostas incondicionadas simples: piscar dos olhos, salivação e flexão da perna. Os cientistas comportamentais usam também estímulos neutros, como sons e luzes. A selecção de estímulos e respostas claramente definidos garante a uniformidade dos procedimentos e assegura a possibilidades de medições apuradas.

Aquisição

O emparelhamento do estimulo neutro com estimulo incondicionado (em geral, repetidamente), até que apareça uma resposta condicionada, é chamado de aquisição, ou treinamento de aquisição. A sincronização dos dois estímulos é importante. Há dois procedimentos comumente usados: (1) apresentar o estimulo neutro e ao mesmo tempo em que é apresentado o estimulo incondicionado; (2) introduzir o estimulo neutro 5 segundos ou menos antes do estimulo incondicionado. Ambos os procedimentos resultam em uma resposta condicionada consistente. O emparelhamento dos estímulos neutros e incondicionados reforça a resposta condicionada no condicionamento respondente.

Condicionamento Vicariante do Medo

As pessoas não precisam ter experiências assustadoras com estímulos neutros para passar a ter medo delas. Como somos seres dotados de cognição, frequentemente nos assustamos com aquilo que vemos e imaginamos.

Suponha que a visão de uma piscina (um estimulo neutro, de inicio) forme repetidamente um emparelhamento com avisos de alerta, historias aterrorizante do afogamento da tia Jenny e o estado de apreensão da sua mãe. Qualquer desses incidentes pode funcionar como estimulo incondicionado e estabelecer uma resposta condicionada de medo de piscina. Muitos medos humanos parecem ter sido aprendidos de forma vicariante (indiretamente, por meio de participação imaginaria).

Extinção e recuperação espontânea

Uma vez adquirida uma resposta condicionada, pode-se esperar que persista enquanto o estimulo condicionado estiver associado em pelo menos parte do tempo com o estimulo incondicionado. Mas suponha que o estimulo condicionado seja sistematicamente apresentado sozinho. Sem o reforçamento, a resposta condicionada tende a declinar em freqüência até que ocorra não mais frequentemente do que ocorria antes do condicionamento. A este fenómeno chamamos de extinção.

A rapidez com que ocorre a extinção depende do animal, da resposta, do estimulo e da quantidade e espaçamento das sessões de condicionamento. Algumas respostas condicionadas permanecem intactas por anos, embora não tenham sido reforçadas.

Na vida, respostas emocionais condicionadas frequentemente se extinguem. Na ausência de má experiência assustadora com animais de pelo a resposta de medo do pequeno Albert pode ter-se extinguido naturalmente. Respostas emocionais condicionadas podem ser extintas também deliberadamente.

Generalização de estimulo

A generalização de estímulo ocorre quando a resposta condicionada difunde-se por objectos similares ao estímulo condicionado ou por aspectos da situação na qual a resposta foi inicialmente condicionada.

A descriminação de estímulo é o oposto de generalização de estimulo. Embora os animais respondam a um ou mais estímulos similares, eles não respondem a todos estímulos.

Contracondicionamento

O contracondicionamento é um tipo especial de condicionamento respondente que ocorre quando uma resposta condicionada específica é substituída por uma resposta condicionada nova e incompatível.

Condicionamento operante

Um segundo processo de aprendizagem comportamental é denominado operante. Operantes são acções que os animais iniciam, respondem voluntariamente. Andar, dançar, sorrir. Da mesma forma que o sistema nervoso autônomo medeia os respondentes, o SNC, que exerce controle sobre os movimentos dos músculos esqueléticos, medeia as os operantes. Embora os operantes pareçam espontâneos e sob pleno controle do animal, são altamente influenciados por seus efeitos.

História do condicionamento operante

Na época em que Ivan Pavlov estava trabalhando com seus cães, um psicólogo Americano Edward Lee Thorndike observava gatos famintos para descobrir como eles resolvem os problemas. Thorndike pôs gatos desprovidos dos alimentos em (caixas quebra-cabeça) das quais os animais podiam fugir mediante actos simples como manipular um cordão, apertar uma alavanca, como incentivo para resolver o problema, um prato de alimento era colocado do lado de fora da gaiola, onde podia ser visto e farejado.

Com todo cuidado, Thorndike observo como os gatos aprendiam a escapar das diversas caixas, e acreditava que os animais incluindo o homem resolviam os problemas por tentativa e erro. No principio o animal tenta varias respostas “instintivas”. Os comportamentos bem sucedidos tornam-se mais freqüentes, “instalados” presumivelmente pelo prazer do sucesso. Ao mesmo tempo, os actos mal sucedidos são “eliminados” por não produzirem o resultado desejado. O prazer das conseqüências é uma influência fundamental na aprendizagem, conhecida como lei do efeito. Ver Skinner.

Os reforços no condicionamento operante

Tanto no comportamento respondente como no operante, o reforçamento fortalece o comportamento. Porém há diferenças, no condicionamento respondente, o reforço precede o acto fortalecido. O emparelhamento do estímulo neutro com o incondicionado (reforçamento) vem antes da aprendizagem da resposta condicionada. No condicionamento operante, o reforçamento sucede o acto fortalecedor. Ver aprendizagem por observação.

Reforçamento positivo

Sempre que um operante é fortalecido pela apresentação de um evento que lhe sucede, chama-se de reforçador positivo. O adjectivo “positivo” refere-se ao facto de que uma conseqüência foi apresentada, em vez de removida. O substantivo reforçamento significa que o comportamento condicionado foi fortalecido, em vez de enfraquecido.Os enfeitos que a Maria faz na casa,tem recebido elogios e tornam-se mais prováveis que ira manter a casa linda.

Reforçamento negativo

Enquanto que no reforçamento positivo as conseqüências são apresentadas ou acrescentadas, no reforçamento negativo elas são removidas ou substituídas. E sempre que o operante é fortalecido pela remoção, adiamento ou redução de um evento posterior, chamamos processo ( remoção do evento) reforçamento negativo. A conseqüência removida no reforçamento negativo é denominado de estímulo punitivo[8].

Tipos de reforçamento negativo: condicionamento de fuga e o condicionamento de esquiva. Durante o condicionamento de fuga, os operantes são fortalecidos porque fazem cessar algum evento ocorrente que o organismo considera desagradável. Hábitos como tapar os ouvidos durante tempestades, afastar os fones dos ouvidos, limpar a sala para não ouvir dos pais. Durante o condicionamento de esquiva, os operantes são fortalecidos porque adiam ou evitam algo que o organismo antecipa como desagradáveis.João pelo seu mão habito de estudo, deixa a pasta na escola para evitar o sermão dos pais. António põe o cinto antes de ligar o carro para evitar o som irritante da campainha-lenbrante, os estudantes estudam para evitar notas vermelhas.

Tabela de comparação de reforçamento

Positivo

Negativo

Consequência do comportamento

Reforçamento apresentado

Estímulo punitivo (condicionamento de fuga)

Estímulo punitivo adiado ou evitado( condicionamento de esquiva)

Efeito da consequência

Comportamento fortalecido

Se o treinamento for suspenso

Extinção de resposta reforçada (pode ocorrer uma recuperação espontânea)

§ Motivo ou motivação do comportamento

A motivação é uma área de investigação da Psicologia, muito importante para a compreensão do comportamento, mas que não encontrou ainda a precisão e rigor terminológico. A dificuldade enfrentada pela Psicologia é do ponto de vista da sua delimitação com precisão e os resultados da dimensão incomensurável da motivação.

É relativamente fácil ao nível da Psicologia do condicionamento, determinar com precisão qual a reaccão provocada por um estímulo que actua sobre um sujeito, mais tarefa difícil determinar o nível e a qualidade da motivação dos alunos de uma determinada turma em relação a uma disciplina (matemática).

Motivos, necessidades, impulsos e instintos são todos construtos ou idéias para explicar comportamentos que de outra forma seriam inexplicáveis. Inferimos que os construtos existem mais não podemos observá-los ex: sede, embora todo mundo experimenta sede, não podemos tocá-la ou ouvi-la de qualquer uma dessas formas. Mãe a sede existe, porque observamos condutas (como correr até a água e tomá-la sem parar).

Motivação pode ser, dinâmica do comportamento interno ao individuo, enquanto dirigido para uma meta, objectivo ou incentivo. Pode distinguir-se no comportamento motivado os diferentes os diversos “momentos” sucessivos que o compõem e a que se dá o nome de sequência ou ciclo motivacional: necessidade ou carência que esta na origem da motivação; impulso ou desejo que constitua o seu carácter energético, que impele a resposta instrumental, o conjunto de reacções que o individuo executa para atingir o objectivo; incentivo, aquilo para que tende o impulso; saciedade, o fim do processo motivacional, por anulação ou redução da carência e do impulso.

Classificações das motivações em função do tipo de necessidade

  1. Motivações inatas; ou primarias são todas programadas inatamente (fome, sede, e outros impulsos homeostáticos).

  1. Motivações aprendidas; secundários ou sociais quando resultam de processo de socialização (sucesso, poder, afiliação),

  1. Motivações combinadas; as que têm base biológica, mas também depende da aprendizagem (comportamento sexual, e maternal).

Modelo de motivação

Modelo homeostático - No que refere a motivação, homeostático pressupõe que o corpo tem padrões de referencia, para cada uma das suas necessidades. O padrão de referencia indica o estado óptimo, ideal ou equilibrado.

Cada pessoa tem um padrão de referência para a temperatura do corpo um valor próximo de 37 graus, que se acredita ser estabelecido pela hereditariedade.

No caso de outros impulsos, o padrão pode ser determinado pelos genes como pela experiência. Quando o corpo afasta substancialmente de um dos seus padrões de referencia, surge uma necessidade. A necessidade activa um motivo. O motivo aciona o comportamento voltado para retorno ao equilíbrio.

Entretanto, motivos para comida, água e drogas que viciam o organismo seguem este modelo em termos aproximados.

Ex: se introduzirmos no corpo a intervalos regulados, substancias como o álcool e a heroína criam novos equilíbrios químicos artificiais. Então, quando o novo balanço e perturbado porque a substancia não esta disponível (foi retirada) surge à necessidade física que despertam um novo motivo. O motivo activa o comportamento voltado a garantir a substancia (estabelecer o equilíbrio). Para muitos comportamentais motivados, os incentivos[9] são mais fundamentais do que o equilíbrio.

Modelo de incentivos

Experiências e incentivos frequêntimente alteram cognições e emoções, levando a motivação. A motivação aciona o comportamento, o qual pode novamente alterar cognições e emoções, aumentando ou diminuindo o nível de motivação.


Teoria das necessidades segundo Abraham Maslow

1 -Necessidades fisiológicas: comida, bebida, sexo e abrigo

2 -Necessidade de segurança: segurança, ordem, protecção e estabilidade familiar

3 -Necessidade de amor: afeição, afiliação do grupo e aceitação pessoal

4 -Necessidade de estima: respeito próprio, prestígio, reputação e estatuto social

5 –Necessidade de auto-realização; sucesso, satisfação e realização das metas, ambições e talentos pessoais

Conduta é tudo aquilo que o ser vivo pode fazer fora do seu organismo para atingir os seus objectos exteriores. Mas existe também condutas internas, como a consciencialização que é um aperfeiçoamento da conduta. Enquanto, no primeiro caso, nos ocupamos de uma psicologia objectiva comparável à do comportamento, no segundo caso acedemos a vida do espírito ao domínio dos sentimentos: nesta perspectiva a crença do amor e a linguagem são operações psicológicas, através dos quais construímos a nossa personalidade na relação com os outros.

Porém, passamos das condutas corporais às condutas sociais, esta mudança é o fruto do pensamento, que é uma maneira de preparar a acção ao abrigo dos indiscretos.

Conduta de risco são condutas de ensaio susceptíveis de provocar efeitos perigosos para o seu autor e o seu meio. Situa-se na interfase do conhecido e o desconhecido, do permitido e do interdito, e permitem apreciar o significado dos limites sociais e individuais , ao opor-se às normas e ao transgredir as regras.

Teoria da Conduta moral de Kohiberg

Lawrence Kohlberg (1969, 1973, 1981). Kohlberg concentro-se no desnvolvimento moral, e delineou que existe comportamento moral e imoral, alegando Kohlberg que dependendo do raciocínio que está por trás, você pode respeitar uma lei, por medo de uma multa ou por causa de um senso de certo e errado.

Ao analisar as respostas dos participantes, Kohlberg conclui que as razões emotivos que estavam por detrás delas.

Nível pré-moral

Estágio 1: Orientação para a obediência e a punição: a criança para evita quebrar regras que envolvem punição, são obedientes para o seu próprio bem; evita danos físicos pessoas e bens.

Estágio 2: Finalidade instrumental e troca

Seguem as regras somente quando de interesse pessoal e imediato; agir no próprio interesse e deixar os outros fazerem o mesmo; o certo é o mesmo que uma troca igual, um bom negócio.

Nível convencional

Estágio 3: concordância inter pessoal e conformidade

Viver de acordo com aquilo que as pessoas próximas esperam ou com o que geralmente se espera de alguém em um determinado papel; ser bom é importante.

Estágio 4: Concordância social e manutenção do sistema.

Cumprir os deveres assumidos; as leis deve ser sempre respeitadas, exceto quando conflitam com outros deveres sociais fixos; o certo é também dar sua contribuição para a sociedade, o grupo ou a instituição.

Nível de princípios

Estágio 5: Contato social, utilidade, direitos individuais

Estar ciente de que as pessoas têm uma variedade de valores e opiniões, de que valores e regras são em sua maioria, de seu grupo, mas que deveriam ser sempre respeitados porque integram o contrato social; alguns valores e direitos não-relativos, como a vida e a liberdade, devem, porém, ser mantidos e respeitados em qualquer sociedade, independentemente da opinião da maioria.

Estágio 6: Princípios éticos universais

Pautar-se por princípios éticos escolhidos; determinadas leis ou acordos sociais são usualmente válidos porque se baseiam nesses princípios; quando as leis violam esses princípios, age-se de acordo com o princípio; princípios são princípios universais de justiça, de igualdade, dos direitos humanos e respeito pela dignidade dos seres humanos como indivíduos; a razão para agir certo é a crença na validade de princípios morais universais e um senso de compromisso pessoal para com eles.

Sensação e percepção

A sensação, pode ser definida como a recepção simples de estímulos, tais como, o brilho, açor, o calor ou o sabor. Percepção é, em geral definida como a interpretação destes estímulos. De acordo com a explicação, ver a cor vermelha é uma sensação mas ver uma maçã é uma percepção.

A percepção é um processo cognitivo, uma forma de conhecer o mundo. A percepção é actividade cognitiva mais elementar da qual surgem todas as outras ( Neisser, 1976). Precisamos levar informações para a mente antes que pensamos alguma coisa. A percepção é um elemento complexo que depende tanto do meio ambiente como da pessoa que o percebe. Porém, os seres vivos reagem ao mundo exterior por terem mecanismos receptores dos estímulos que o ambiente oferece.

Nos animais superiores existem estruturas especializadas para os diferentes estímulos, quer sejam químicos, mecânicos, sonoros ou luminosos (electromagnéticos), altamente especializados, que manifestam uma eficiência e capacidade que não deixam nunca de nos deslumbrar.

Os receptores especializados são: audição,visa,tacto, olfacto e gosto.

Factores internos da percepção

  • Intensidade
  • Contraste
  • Continuidade do estímulo
  • Movimento
  • Facilitadores

Factores externos da percepção

  • Motivação
  • Disposição e expectativa
  • Experiência passada.

Problemas na percepção: a organização da estrutura que provém da informação sensorial dá de Constancia de consciência, em que as percepções coincidem com a realidade.entretanto, sa perturbações da perceptivas originam percepções não adequadas à realidade. Ilusão-deformação da percepção e a alucinação é a alteração de ordem fisiológica de origem endógena ou exógena.

Contribuição do sujeito da percepção

Habilidades construtivas

Habilidades construtivas são certas operações cognitivas que ocupam lugar de destaque na percepção( Buffart et all 1983; hell, 1983; Hochberg, 1978). Como sujeito de percepção, continuamente antecipamos o que ocorrerá depois, com base no que acabamos de reunir e as informações de cada acto preceptivo precisam ser armazenadas momentaneamente na memória ; caso contrario serão perdidas. Entretanto, quando falamos de habilidade construtiva, estamos, portanto referindo-nos a operações de teste de hipótese, antecipação, amostragem, armazenamento e integração. Ver atenção, detecção, tradução e transmissão.(Operações sensoriais)

Imaginação

Aptidão para formar e para activar imagens mentais na ausência de qualquer modelo percebido; neste primeiro sentido, a imaginação confunde-se com a capacidade de evocação. Num segundo sentido, a imaginação designa a capacidade de combinar imagens quadros ou em sucessões. Distingue-se geralmente a imaginação reprodutiva, que é a capacidade de reorganização, sub uma nova forma de trações mnésicos relativos a acontecimentos resolvidos, e a imaginação criadora, que consiste numa evocação de acontecimentos potenciais, mas que nunca foram percebidos pelo sujeito. Ver imagem em grupo. ( TPC).

Unidade II

Psicologia evolutiva e da personalidade

Desenvolvimento

É uma noção muito geral que designa o conjunto dos processos de transformação que afectam, quer os organismos vivos, quer as instituições humanas ( sociedade, cultura, economia, etc.) quer ainda nas suas diferentes propriedades. Na maioria das vezes este termo é portador de conotações continuístas e finalistas, sendo, então próximo do de evolução. A filogénese pode ser interpretada em termos de desenvolvimento; pelo efeito combinado das mutações aleatórias e da adaptação, às características do meio, as espécies evoluiriam de forma simples até a forma particularmente complexa que constitui o homem.

Em psicologia, esta noção é utilizada para designar os factores de evolução que caracterizam a ontogénese; falar-se-á assim do desenvolvimento cognitivo, afectivo, desenvolvimento da personalidade. Um dos problemas fundamentais que se coloca neste domínio é o da identidade dos factores de desenvolvimento que, tem peso dos diferentes factores potenciais.

A. Gesel, 1929, corrente de defende o desenvolvimento humano, defende que o desenvolvimento é essencialmente regulado pelos factores internos, em particular pela maturação do equipamento biológico.

Para o construtivismo piagetiano, o desenvolvimento é o produto das interacções entre o organismo e o meio, sendo as próprias interacções reguladas pelo mecanismo funcionalista de carácter inato (assimilação, acomodação, equilibração). Nestas duas abordagens, o desenvolvimento é hierarquizado, as novas capacidades comportamentais aparecem segundo uma ordem fixa e algumas destas fases de desenvolvimento caracterizam-se por uma organização funcional geral.

No seguimento de I. S. Vygosky, o interaccionismo social postula a existência a existência de duas fileiras de desenvolvimento, a primeira assenta na acção dos factores internos, e a segunda resultando da apropriação e depois da integração do indivíduo designificação sócio-históricas pré-construídas. Parot, pág. 223.

Ou por outra, pode ser definida, como conjunto das transformações por que passa a indivíduo ao longo do seu ciclo de vida ( da geração à morte). Embora os primeiros anos de vida ( até a adolescência, inclusive) seja fundamentam o desenvolvimento estende-se pela vida fora. É um processo multidimensional que engloba os aspectos fisicos ( crescimento), fisiologicos (maturação), psicologicos (cognitivos afectivos) e sociais (socialização).

Factores do desenvolvimento do psíquico.

“Os pais e educadores que pensam que a criança é maleável que pode ser moldada por uma energia pressão do exterior falharam no seu entendimento da verdadeira natureza da mente. A mente pode ser comparada a uma planta, mas não a argila. Porque a argila não cresce. A argila é totalmente moldada de fora. Uma planta é primordialmente moldada de dentro, pela força do crescimento”.

Arnold Gesell – A criança dos 5-10 anos, D, Quixote, Lisboa, 1975.p.32

Factores biológicos

A criança possui um corpo, um organismo, um sistema nervoso. Condições fundamentais para o desenvolvimento. A inteligência tem um suporte biológico e é impossível considerara a organização dos esquemas de acções, independentes da estrutura orgânica e a anatomia do individuo.

Maturação

A maturação é o factor responsável pela modificação dos processos fisiológicos, nomeadamente das estruturas nervosas e das glândulas endócrinas. Os sucessivos estádios de desenvolvimento dependem, substancialmente dos centros nervosos que vão gradualmente, evoluindo, até atingir a sua maturação.

Se o bebé não coordena os gestos e ainda não fala, estas aquisições vão tornar-se possíveis graças a maturação dos sistemas fisiológicos e neurológicos de base. Porém é necessário referir a importância do meio como interveniente indispensável ao exercício que irá permitir a maturação e a respectiva função.

Meio físico e social

A influência do meio, quer físico quer social, é de primordial importância para o desenvolvimento da criança, pelas experiências que proporciona.

Teorias de desenvolvimento:

ABORDAGEM ECÓLOGICA

Urie Bronfenbrerenner. Considere o desenvolvimento humano uma função articulada entre a pessoa e o seu ambiente, o ecossistema de suporte dos organismos.

Fundamenta “Bronfrebrenner” que o desenvolvimento deve estudar o sistema ecológico no qual cada homem busca desenvolver-se.

Na abordagem do estudioso o ecossistema humano abrange o ambiente físico (o clima, o espaço por pessoa, o planeamento de morado) e o ambiente social (as pessoas, a cultura, a economia). Para desenvolver os primeiros ecossistema que dão suporte ao desenvolvimento humano idealizou um modelo ecológico.

Modelo ecológico

1 -Cada censo que seria em formar directamente o individuo e chamado de micros sistema. Exemplo família, área de lazer, vizinhança, grupo de amigos e salas de aulas.

2- As conexões entre vários ecossistemas e chamado de mesossistema

Exemplo; Reuniões de pais e professores que articulam em casa e na escola

3- Compreende a instituídas crónicas politica educativas culturais e os práticos que afectam directamente vários microssistemas e exossistemas.

4 - Em torno de todos estes sistemas esta o Macrossistema que consiste nas principais tradições, crenças e valores da sociedade.

Definição e escopo do desenvolvimento

Em termos gerais o estudo cientifico de desenvolvimento e a crença que procura compreender como e porque as pessoas mudam e como e porque que eles permanecem as mesma a medida que ficam mas velhas. Na busca deste objectivo, examinam qualquer tipo de mudanças que encontramos –carecimento comum, mudanças radicais, progresso e declínio –E qualquer elemento que conduzam a comunidade de dia para dia, de ano para ano, de geração para geração.

O estudo do desenvolvimento humano envolve, portanto muitas disciplinas académicas –Especialmente a biologia, Pedagogia, além da Historia da sociologia. Por ser científica o estudo do desenvolvimento humano obedece a regra objectiva de compreensão, todavia, ele também tem implicações pessoais. Sua origem e a investigação das crianças, mas com os mesmos princípios básicos aplicam-se desde o princípio da concepção ate o último suspiro, abrange todo o ciclo da vida.

Os três domínios

Num esforço para organizar este vasto interdisciplinar, o desenvolvimento humano é normalmente dividido em três ares de estudo.

O Domínio biossocial

Compreende o cérebro e o corpo, bem como mudanças e influencias sociais que as

direccionam.

Domínio cognitivo

Compreende os processos de pensamento, as liberdades perceptuais e domínio da linguagem assim como as instituições educacionais que as provem.

O Domínios psicossocial

Compreende as emoções e personalidade e as relações interpessoais com a familiar amigos e a comunidade.

O desenvolvimento psíquico da criança dos 0 aos 16 anos segundo Piaget e Freud

Conceito de psíquico.

1º Estádio: Estádio sensoriomotor (0 - 2 anos)

Característica

As crianças usam o sentido e as habilidades motoras para compreender o mundo. Não há pensamento conceitual ou reflexivo; um objecto é “conhecido” em termos do que uma criança pode fazer com ele.

Ganhos principais durante o período

A criança aprende que um objecto ainda existe quando ele esta fora da visão (permanência do objecto) e começa a pensar através das acções mentais, assim como de

acções físicas.

ex.: suga quando lhe tocam nos lábios, agita os braços.

A actividade intelectual fundamental deste estádio consiste na interacção com o meio, através dos sentidos, é uma actividade pratica. Na ausência da linguagem para designar as experiências ou para simbolizar e, portanto, recordar os acontecimentos e ideias as crianças estão tremendamente limitadas à experiência imediata: vêem e sentem o que está a acontecer, mas não podem categorizar a sua experiência.

Estar ligado à experiência imediata durante este estádio significa também que quase não existe nada entre a criança e o meio. A organização mental está em estado bruto, de tal forma que a qualidade experiência raramente é significativa.

A busca visual fundamental para o desenvolvimento mental, entretanto a criança consegue reter nas suas mentes uma imagem do objecto desaparecido.

Um último ponto, o bebé aprende principalmente através dos sentidos e são fortemente afectados pelo ambiente imediato.

O psíquico, do Gr e um adjectivo relativo a alma as suas faculdades intelectuais e morais.

2º. Estádio: Estádio pré-operacional (2- 6 anos)

Características

A criança usa o pensamento simbólico, incluindo a linguagem, para compreender o mundo. Às vezes o pensamento da criança é egocêntrico, razão pela qual a criança compreende o mundo de uma única perspectiva, a sua própria.

Ganhos principais durante o período

A imaginação floresce, e a linguagem torna-se um meio significativo de auto-expressão e da influência de outros. As crianças começam gradativamente a descentrar, ou seja, tornam-se menos egocêntricas, e a compreender e coordenar múltiplos pontos de vista.

ex.: descobre o objecto pelo nome e o campo perceptivo que o envolve.

A sua capacidade de armazenamento de imagem ( palavras e estruturas gramaticais da língua) aumenta. O desenvolvimento do vocabulário incluindo a capacidade de compreender e usar palavras, é notável.

O modo predominante de aprendizagem é intuitivo, as crianças pré-operentes não se preocupam com a precisão mas deliciam-se a imitar sons e a experimentar dizer palavras diferentes. Também não se preocupam com as consequências das palavras da linguagem. Idade pré-escolar.

Claro que quanto mais for rico for o meio verbal durante este período, mais provável será que a linguagem desenvolva. O desenvolvimento pré-operante é a forma de pensamento que as crianças aplicam em geral, por isso que neste nível a criança escolhe um copo de água alto fino e não um baixo de mesma medida.

3º. Estádio: Estádio operacional concreto (7-11 anos)

Características

A criança entende e aplica operações lógicas, ou princípios, para ajudar a interpretar experiências objectivas e racionalmente, mais do que intuitivamente.

Ganhos principais durante o período

Por meio da aplicação das habilidades lógicas, as crianças aprendem a compreender os conceitos básicos de conservação, número, classificações muitas outras ideias cientificas.

ex.: a criança percebe os movimentos de transformação. Adquire a noção de conservação.

As crianças são positivas, lógicas infantis que compreendem as relações funcionais porque são específicas e porque podem testar os problemas. Por ex.: se fizermos a fila dos feijões ou a do copo de água, diríamos que não há mudança no volume. Neste estágio a criança compreende os aspectos específicos, concretos do problema. Agora já podem medir, pesar e calcular a quantidade.

Escolaridade e operações concretas: a escolaridade parece ajustar-se bastante bem e de muitas formas ao estádio cognitivo doa alunos. Sempre que a escola d’a ênfase a competências e actividades como contar, classificar, construir e manipular, o desenvolvimento cognitivo será estimulado.

Dificuldades a Evitar: embora a escolaridade nestas idades tenha geralmente sucesso quando dá ênfase a competências e actividades concretas, alguns outros aspectos não são úteis. Por ex.: verifica-se um interesse crescente em ensinar às crianças, nos primeiros anos de escolaridade, a estrutura de escolaridade, a estrutura de conhecimento das várias disciplinas — Matemática, Português, História, Ciência ao longo de toda a sequência escolar.

Este processo falha precisamente a nível da compreensão cognitiva dos alunos. Dado que o seu pensamento é concreto e não dispõem de um equipamento mental que lhes permita compreender abstracções cognitivas, traduzem as abstracções em termos concretos e altamente específicos. As crianças neste estádio desenvolvem a sua própria forma de compreender os assuntos de acordo com experiências a somar no primeiro ano, a subtrair no segundo as fracções no quinto e assim por diante.

4º. Estádio: Estádio Operacional Formal (11 -16 anos)

Característica

O adolescente ou adulto esta apto a pensar sobre conceitos abstractos e hipotéticos.

Ganhos principais durante o período

As questões éticas, politicas, sociais e morais tornam-se mais interessantes e envolventes a medida que o adolescente se torna apto a ter uma abordagem teórica mais ampla para experiências

ex.: o raciocínio formal do adolescente precede de hipóteses e dedução

Assimilação, acomodação e equilibração.

Como se explica a passagem de um estádio de desenvolvimento ara outro?

Como se explicam as transformações operadas na conduta e no pensamento, no decorrer do desenvolvimento da criança e do adolescente?

a) Cada estádio tende progressivamente para uma estrutura de equilíbrio.

b) Cada estádio desenvolve-se em função da assimilação e da acomodação.

c) Cada estádio tende o desequilíbrio.

A assimilação, sendo interpretada como uma busca de alimento funcional para o desenvolvimento da conduta vai tornar possível a acomodação. Esta permite a integração dos elementos assimilados na estrutura de conjunto de sujeito. Este deve acomodar os seus esquemas de pensamento e experiência, tornando a sua conduta adaptada.

A assimilação e a acomodação permitem o carácter evolutivo e progressivo da inteligência como actividade organizadora que se supera, graças à elaboração de novas estruturas.

O desenvolvimento intelectual é função da interacção fundamental entre o sujeito e os objectos, exigindo em cada estádio uma equilibração em cada assimilação dos objectos aos esquemas mentais do sujeito e a acomodação destes últimos aos objectos.

Os equilíbrios não são estáticos, tendem para o desequilíbrio, que marca o início de construção de um novo equilíbrio mais complexo e adaptado.

Uma das razoes do progresso do desenvolvimento intelectual deve ser procurada nos desequilíbrios, que obrigam o sujeito a procurar novos esquemas de resposta a novas situações.

Em cada estádio de desenvolvimento, surgem novos desafios ao sujeito e impõem-se sua estrutura de conjunto. O equilíbrio anteriormente atingido não oferece respostas adequadas e entra em desequilíbrio. É este fenómeno que possibilita o progresso. Surge um reequilíbrio que não significa retorno à forma anterior de equilíbrio, cuja insuficiência foi responsável pelo conflito ao qual a equilibração anterior chegou, mas um melhoramento desta forma de equilíbrio.

O desenvolvimento psíquico da criança dos 0 -16 anos segundo Segmund Freud (1856 – 1939)

Ao longo da sua vida, Freud dá-nos duas representações do aparelho psíquico, argumentando-os como sistemas que especializam a constituição e a vida psíquica do indivíduo, permitem integrar todos os seus aspectos, bem como explicar aos comportamentos patológicos.

O nível consciente – onde se integram todos os fenómenos de que o sujeito tem conhecimento directo.(Freud acreditava que as pessoas são conscientes de apenas pequena parte).

O nível pré-consciente – o sujeito não tem dele uma percepção imediata, mas o material nele contido pode ser trazido ao nível de consciente e ser observado. É tudo aquilo que fica na memória e pode ser lembrado voluntariamente. Corresponde a uma zona intermédia.

O nível inconsciente – o nível mais importante para a explicação de todos os comportamentos, que diz respeito aos fenómenos restantes. Não residem neste nível conhecimento directo, mas apenas indirecto, através dos sonhos, pulsões, lembranças recalcadas, etc. É nesta zona do psiquismo que se localizam as energias pulsionais, particularmente a libido ou pulsão sexual, para Freud, é do inconsciente que emana toda a vida psíquica do individuo, e é ela que condiciona tudo que acontece.

Mais tarde, Freud adopta uma outra descrição do psiquismo humano. Esta integra os conceitos já apresentados anteriormente – o recalcamento, a censura, o papel do sonho, a libido, etc. – e tem a grande vantagem de exprimir de um modo mais notório a dinâmica constante que se estabelece entre os vários níveis da vida psíquica.

O Id -corresponde à descrição do inconsciente na primeira tópica – e o lugar das pulsões e dos desejos recalcados. Freud descreveu como se fosse um caos, um caldeirão de excitação insaciável. Uma vez que o ide não tem organização lógica. Para reduzir a tensão do id usa o processo primário de pensamento, opera de acordo o princípio de prazer.

O Ego - emerge nas crianças à medida que eles aprendem que há uma realidade distinta das próprias necessidades e desejos.

O ego evolui para lidar com o mundo e uma das principais funções do ego é localizar os objectos para satisfazer as necessidades do ido, é lógico em vez de ser impulsionado pelo principio de prazer, opera de acordo o princípio da realidade e usa o processo secundário de pensamento.

O Superego - interiorização das exigências e interdições parentais ou sociais adquiridos ao longo da educação, particularmente durante a infância, e o superego interpõem constantemente à-vontade do ego para atender os objectivos morais e forçar o id a inibir-se dos seus impulsos animais.

O dilema do ego o ego ocupa uma posição pivot como mediador, tentando executar acordos e quando o ego comporta-se normalmente o superego é satisfeito e quando os pensamentos do ego vão contra os princípios morais o super ego gera sentimento de culpa.

Logo se os conflitos forem intensos, mais energia psicológica é exigida para resolvê-los. Menos energia sobra para viver.

O ego reconhece o perigo de expressar os impulsos primitivos do id. Consequentemente, torna-se ansioso quando pressionado pelo id, e uma vez que não quer corres o risco de perigo, punição o ego efectua acordos seguintes:

  1. Os sonhos representam os desejos do id para evitar censura do superego;

  1. Os mecanismos de defesa são estratégias de enfrentamento usados pelo ego, para lidar com ansiedade e resolver conflitos entre o superego e o id;(deslocamento; repressão, sublimação etc.);

  1. Os sintomas do comportamento anormal representam o uso exagerado de mecanismos de defesa.[10].

Teoria de desenvolvimento psíquico segundo Erik Erikson (1902 – 1994)

Psicanalista americano, provavelmente fez mais que qualquer outro para expandir e elaborar a teoria e tornar a teoria psicodinâmica, mas aplicável à experiência contemporânea.

1. Confiança vs Desconfiança (0-1 ano)

Neste período o relacionamento com a mãe é extremamente importante se as mães amamentam, aqueci-os, brincam os bebês desenvolvem confiança básica. Quando as mães não atendem estas necessidades, os bebês adquirem suspeitas (desconfiança).

2. Autonomia vs Vergonha. Dúvida (2-3 anos)

Neste período os bebês gostam de correr, empurrar, segurar e saltar. Se os pais incentivam as crianças a ficar de pé sozinha e a exercer as próprias capacidades elas se sentem no controle dos músculos (autônomas) e se os pais exigem demais muito cedo, ou impedem o uso das habilidades recentes descobertas sentem vergonha.

3. Iniciativa ou vs Culpa (4- 6 anos)

Nesta etapa as crianças orgulham-se de enfrentar os problemas e conquistar o ambiente que os rodeia, desenvolve a auto-estima, cria fantasias. Se os pais respondem as perguntas e compreendem e aceitam a brincadeira as crianças aprendem a adquirir iniciativas, infelizmente alguns pais acham as perguntas bobas, brincadeiras chatas. Neste caso as crianças sentem-se culpadas.

4. Actividade, Diligência vs Inferioridade (6-11 anos)

As crianças entram num mundo de escola e aprendem alguma coisa com os próprios objectivos, limites, falhas e realização. Quando acriança sente-se menos capaz em relação aos seus pares o aluno desenvolve noção de inadequação (inferior). Indivíduos bem sucedidos emergem um sentimento de competência e prazer no trabalho, senso de diligencia.

5. Identidade vs Confusão (13 – 18 anos)

Os adolescentes tentam entender “Quem sou Eu?”. Estabelecem identidade sexual, política, profissional ou ficam confusos sobre que papeis desempenhar. A busca de identidade exige que o adolescente busca várias auto imagens e escolha uma carreira.

Nesta fase podem-se desenvolver desvios do comportamento sexual:

- Anafrodista: diminuição do instinto sexual do homem; Frigidez: diminuição do instinto sexual na mulher; - Satiríase: aumento do instinto sexual no homem; Auto-erotismo: coito psíquico dispensa contacto com parceiro; Exibicionismo: obsessão em exibir os genitais e seduzir; Troilismo: sexo grupal; Gerontofilia: paixão por pessoas muito mais idosas etc.

6. Intimidade vs Isolamento (19 – 25 anos)

Adultos jovens buscam companhia e amor junto a outras pessoas ou isolam-se por medo de rejeição ou decepção.

7. Criatividade vs Estagnação (26 – 40)

Os adultos de meia idade contribuem para próxima geração através de trabalhos significativos, actividades criativas ou constituindo uma família ou ficam estagnados.

8 . Integridade vs Desespero (41 + anos)

Os adultos mais velhos tentam dar sentido à sua vida, ou vento a vida como totalmente significativa ou desesperando-se diante dos objectivos nunca alcançados.

DESENVOLVIMENTO E SOCIALIZAÇÃO

Desenvolvimento cognitivo psicossocial, psico sexual e moral.

Texto 1

O momento inicial da humanidade é uma ruptura irreversível e de grande importância. O homem separa-se do animal, do material, do institucional. Separa-se da desordem, do variável, do promíscuo – da denominações laicas do pecado original que perdem a sua forma – Instauram a ordem, o invariável, o codificado comparando aos animais, tão bem equipados para satisfazer as suas necessidades, ( o homem) está em situação de inferioridade, de inacabado, situação que lhe é necessário superar e ultrapassar. A mesma comparação revela, uma superioridade; capacidade humana de mudar, de esperar a perfeição.

A educação e as instituições providenciam isso, meios e próteses servindo para desenvolver essa capacidade, para fazer recuar os limites do passado orgânico para conduzir em direcção a um futuro onde a essência humana seja finalmente realizada. Aperfeiçoar o homem, eis a missão da sociedade humana.”

O fenómeno da socialização

O homem comparado com os outros animais, não possui mecanismos e equipamentos suficientes para sobreviver e agir de acordo com o seu potencial hereditário, ele possui a sua capacidade e as aptidões, quando vive entre os outros homens, de criar condições e técnicas de ajustamento e adaptação ao meio.

Indivíduo e sociedade

O fenómeno socialização[11] não pode ser visto como um processo unilateral. O indivíduo não é um ser passivo, ele não é uma vítima da unificação. A sus participação é, desde a infância, uma resposta aos agentes socializadores. A relação é recíproca. Em muitas situações o indivíduo impõe-se ao próprio processo como agente de modificação do comportamento e valores.

A socialização não uniformiza só indivíduos no sentido em que não os torna iguais na sua existência e vivências pessoal. Cada homem tem a sua própria história, seu significado, das formas como vê o mundo e as coisas consoante a sua própria capacidade.

Cultura e enculturação

Existem várias definições, mas não é, tal como muitas vezes se considera, a maior ou menor quantidade de saberes que o indivíduo adquiriu e possui. Muitas vezes se confunde a cultura com a erudição. Todas pessoas com maior ou menor grau de conhecimento, possuem uma cultura.

— O homem é produto cultural e por este factor se distinguem dos animais.

— O homem tem vindo, ao longo dos tempos, a aprender a relacionar-se com a natureza e com os outros homens.

O termo cultura, conservou as conotações de um artefacto pelo qual o homem domina, domestica o natural e retira dele o máximo proveito. Daí derivará o sentido clássico de “ cultivar-se” munir-se do equipamento para se aproximar do verdadeiro, do belo e do bem.

Então a cultura será a configuração diversamente integrada das significações adquiridas, persistentes e partilhadas, que os membros de um grupo em nome da sus filiação a esse mesmo grupo, são conduzidos, por um lado, a distribuir de forma prevalecente sobre os estímulos provenientes do seu ambiente e deles próprios introduzidos.

Enculturação, designa-se conjunto de operações pelas quais o sujeito toma posse da cultura, da sus sociedade.

A relatividade do cultural implica a relatividade da dicotomia ser normal ser anormal. Porem, verificamos que toda expressão vivencial é relativa a especificidade da cultura. As diferenças abrangem as mais diversas manifestações e determinação do homem. Nesta medida, estabelece um padrão anormal de conduta humana que expressa sempre a sua categoria negativa: a conduta anormal. ( Mesquita 2006: 195)

Desenvolvimento cognitivo

Cognição, ato ou processo de conhecimento que engloba a atenção, percepção, memória, razão, imaginação, pensamento ou linguagem. A psicologia cognitiva estuda este processo desde o ponto de vista do manuseio da informação, estabelecendo paralelismos entre as funções do cérebro humano e as de um computador.

A abordagem de processo de informação, diz respeito ao modo dos indivíduos manipularem símbolos e o que fazem com a informação que captam. O processamento de informação dia que a capacidade de formar e de recordar representações mantas é dede o nascimento( está presente desde o nascimento) com: a memória de reconhecimento visual, a preferência pela novidade visual, e a transferência inter-modal.

Esta capacidade, prediz a inteligência subseqüente, a atenção visual preditor da competência exploratória.

Sub ponto de vista sócio-contextual

O qual se baseia nos princípios de Vygostsk e tem haver com as interações sociais com os adultos e de como estes contribuem para o desenvolvimento cognitivo. Através participação orientada no jogo e nos outras actividades partilhadas no dia a dia. ( as figuras parentais, ajudam a criança a aprender as competências e conhecimentos de valores da sua cultura.

Desenvolvimento psicossocial nos três primeiros anos de vida.

Apesar dos bebés partilharem, padrões de desenvolvimento, revelam personalidades diferentes, as quais refletem influencias inatas e ambientais. A partir da infância, o desenvolvimento da personalidade está entrelaçada com as relações sociais.

Emoções – sentimentos subjectivos, tais como tristeza, alegria, e medo, os quais emergem em resposta a situações e experiências, e são expressos através de uma alteração no comportamento.

Os seres humanos normais, possuem o mesmo leque de emoções os sentimentos subjectivos agradáveis ou desagradáveis , como a tristeza, a alegria e o medo motivam o comportamento. Entretanto, os indivíduos diferem na freqüência como sentem uma emoção particular, nos tipos de experiência que este produz e como agem em seu resultado.

As reações emocionais aos acontecimentos e aos indivíduo, aos quais estão associados às percepções, cognições constituem um elemento básico da personalidade.

As emoções nas crianças desenvolvem-se logo após o nascimento. Os bebés revelam sinais de perturbação, interesse e repugnância e nos meses seguintes estas emoções primárias diferenciam-se em alegria, raiva, surpresa, tristeza, vergonha e medo.

Itens de apoio no desenvolvimento da criança

1. Os cuidados e atenção que uma criança recebe nos primeiros oito anos de vida, particularmente nos três primeiros , são extremamente importante e influenciam o resto da sua vida

Os cuidados e o afecto durante os primeiros anos ajudam a criança a desenvolver-se. Segurar a criança, abraçá-la e falar com ela estimula o crescimento e promove o seu desenvolvimento emocional.

Chorar é a forma que uma criança tem de comunicar as suas necessidades. Responder prontamente ao choro da criança, segurando-a e falando com ela calmamente, ajuda-a a criar um sentimento de confiança e segurança.

2. Os bebés aprendem rapidamente a partir do momento em que nascem. Crescem e aprendem mais depressa quando recebem afecto, atenção e estímulo, para além de uma boa nutrição e cuidados de saúde adequados.

As emoções das crianças são reais e poderosas. As crianças podem ficar frustradas se não conseguirem fazer ou ter alguma coisa que pretendam. As crianças tem muitas vezes medo de estranhos ou de escuro. As crianças cuja as pessoas se riem dela ou que são punidas ou ignoradas poderão crescer tímidas e incapazes de expressar as suas emoções normalmente.

O contacto físico (pele com pele) e a amamentação na primeira hora pós o nascimento não só ajuda os bebés a crescerem e a desenvolverem-se, como também estabelecem contacto com a mãe.

Tocar, ouvir, cheirar, ver e saborear são meios de aprendizagem que a criança utiliza para o mundo que a rodeia.

3.Incentivar as crianças a brincarem e a explorarem ajuda-as a aprender e a desenvolverem-se social, emocional, física e intelectualmente.

As crianças brincam porque é divertido, mas brincar também é a chave para sua aprendizagem e desenvolvimento. Brincar edifica o conhecimento e a experiências das crianças, ajudam a desenvolver a sua curiosidade e confiança. As crianças aprendem experimentando coisas, comparando resultados, fazendo perguntas e ultrapassando desafios. Brincar desenvolve as capacidades em termos de linguagem, pensamento, planeamento, organização e tomada de decisão. Estimular e brincar são especialmente importante se as crianças tem deficiências.

Os membros da família, as pessoas que cuidam de crianças precisam de ser pacientes quando uma criança muito pequena insiste em tentar fazer alguma coisa sem ser ajudada. As crianças aprendem do experimentar coisa até conseguir.

5. Todos os pais e pessoas que cuidam de crianças devem conhecer os sinais de alerta sobre problemas de crescimento e desenvolvimento da criança

Os pais e as pessoas que cuidam de crianças precisam de saber quais são os principais marcos de referência que indicam um desenvolvimento normal das crianças. Também devem saber quando devem procurar ajuda e como procurar um ambiente carinhoso e afectuoso às crianças com deficiência física mental.

Se a criança não responder a estímulos e atenção, os pais e as pessoas que cuidam devem procurar ajuda. Agir a tempo é muito importante para ajudar a criança a atingir seu potencial( deficientes mentais)

Desenvolvimento da linguagem

A aquisição da linguagem[12] é uma capacidade crucial do desenvolvimento cognitivo. O desenvolvimento pré-linguistico, inclui o chorar, balbuciar e o imitar dos sons lingüísticos. Os recém nascidos conseguem os sons da fala aos 6 meses. A primeira palavra geralmente surge entre os 10 meses e dá-se inicio ao discurso linguístico que geralmente é uma holofrase , a qual expressa uma idéia completa.

E as crianças em que a família expressam duas línguas tendem a efectuar uma mistura de códigos.



[1] Raul Mesquita, Psicologia Geral e Aplicada -12ª,1997 –Lisboa. 10 p.

[2] Arco reflexo é reaccão automática de um efector muscular ou glandular à estimulação de certo(s) receptores. O reflexo, cuja noção remonta a Descartes, a denominação a T. Willis, em 1682.

Arco reflexo; a organização reflexa mais elementar é constituída ao nível espinal pela conexão de duas vias, uma via aferente sensorial e uma via eferente motora configuração monossináptica, cujo o modelo é o reflexo miotático.

[3] Cada uma das grandes divisões dos seres vivos.

[4] Gene, unidade da hereditariedade, partícula de material genético que determina a hereditariedade de determinada característica, ou de um grupo deles. Os genes estão localizados nos cromossomos no núcleo celular e se alinham ao longo de cada um deles. Cada gene ocupa no cromossomos uma posição, ou lócus. O material genético é o ácido desoxirribonucléico, o ADN.

[5] Processo social em que o ser humano aprende o modo de vida da sua sociedade, adquirindo uma personalidade ao mesmo tempo em que desenvolve a capacidade de funcionar como individuo e como membro do grupo. Jorge Pite 132 p.

[6] Apesar de a maioria das pessoas não saber que é capaz de directamente, modificar a ação do SNA, isso pode ser efeito. Os místicos orientais que aprenderam a desacelerar seu batimento cardíaco ou espetar alfinetes na pele, sem sentir dor ou sangrar, demonstram isso claramente. Falaremos mais sobre o SNA quando nos referirmos ao biofeedback.

[7] Keeton –Todos os seres vivos eram produto imutáveis de uma súbita criação. 49 p.

[8] O conceito de Reforçamento negativo, pode confundi-lo. Há que compreender como as palavras estão sendo usadas. Negativo refere-se ao facto de que a consequência foi removida, não significa que foi má resposta. Como sempre o reforçamento diz que o comportamento foi fortalecido. O reforçamento negative fortalece comportamentos que livram os animais de irritação, um resultado agradável.

[9] Incentivos, são os objectos, eventos, ou condições que incitam a acção.

[10] Bibliografia recomendada: ADELINO Cardoso et all. Rumos da psicologia, LINDA Davidoff. Introdução a psicologia 3ª ed.

[11] Sociologicamente é definido como processo social em que o ser humano aprende o modo de vida das us sociedade, adquirindo uma personalidade ao mesmo tempo que desenvolve a capacidade de funcionar como indivíduo e como membro do grupo. O processo de socialização inicia-se quando o indivíduo nasce e só termina à sua morte. Uma vez que, o homem quando nasce é apenas um ser natural que não consegue sobreviver sem ajuda de outros, muito cedo compreende que a sobrevivência passa pela cooperação com outros membros, de forma a que, à medida que o tempo evolui, vamos transformando os instintos tipicamente biológicos em situações comportamentais normalizados por valores sociais do grupo onde nasce. Todos estes processos concretiza-se através de um conjunto de mecanismos sociais, entre os quais convém reter a aprendizagem, a imitação e a identificação.

[12] Linguagem, meio de comunicação entre os seres humanos que faz uso de sinais orais e escritos com um, ou mais, significados. Em sentido amplo, é qualquer procedimento utilizado para a comunicação. Algumas escolas lingüísticas entendem a linguagem como a capacidade de exprimir o pensamento ou a cognição.

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